O Observatório Cultural, acaba de lançar o Observatório do Amor, uma nova playlist no Spotify, com músicas especiais para o Dia dos Namorados. Confere lá e celebre a união amorosa entre casais e namorados.
Logo abaixo, segue o link para direcionamento à página:
https://open.spotify.com/playlist/4Q0zkk0v4XtHaQ9aDJSv8p?si=8I2l24wCSlu2uGfDn6FVBA
Essa plataforma foi criada com o objetivo de apresentar críticas culturais, artigos e conteúdos de música e cinema
quinta-feira, 11 de junho de 2020
terça-feira, 9 de junho de 2020
O fotojornalismo em tempos de Covid em Salvador
Entrevista concedida pela fotojornalista baiana Shirley Stolze, que
trabalha na área há 35 anos.

Crédito: Bruno Winycius
Por: Rodrigo Bulcão Teixeira Veloso
Editora Chefe: Helen Campos
Crédito: Bruno Winycius
Rodrigo
Veloso - Qual a sua trajetória no jornalismo? Como você se tornou fotojornalista
do jornal A Tarde? Começou no impresso?
Shirley Stolze – O meu primeiro
jornal foi o Correio da Bahia, há muito tempo, depois passei pelo jornal A
Tarde, depois Bahia Hoje, retornando agora para o jornal A Tarde.
Comecei na fotografia de filme,
revelando as fotos em laboratório, todos os jornais tinham laboratório e revelação.
Na época ainda era preto e branco, depois o jornal começou a usar filme
colorido e a fazer impressões com cor.
Rodrigo Veloso – Porque você escolheu
ser fotojornalista?
Shirley Stolze – Sou formada em artes
plásticas, quando se faz esse curso tem uma matéria que fazemos fotografia, e
quando entrei em um laboratório tive a certeza que não queria pintura ou
escultura, queria foto. Ali me encantei pela fotografia e a partir disso
comecei a estudar muito, olhar muitos jornais, ler muito o Jornal do Brasil.
Tem três mestres fotojornalistas que adoro muito: Evandro Teixeira, Nair Benedicto
e Aristides Batista.
Rodrigo Veloso – Como você avalia as
mudanças no modo como o jornalismo impresso era feito, no seu começo, até o
momento atual, na era das redes sociais?
Shirley Stolze – O jornal impresso
ele continua, mas as pessoas hoje olham mais os jornais online, em sites e nas
redes sociais, porque é mais rápido. Mas existem muitas pessoas que preferem
ainda pegar o jornal, sentir o cheiro, sujar a mão e ler o impresso.
Rodrigo Veloso – Você crer que teria
um tempo hábil para o fim do formato do jornal impresso?
Shirley Stolze – É uma pergunta que
não tenho uma resposta muito objetiva, acho que pode diminuir, mas acabar acho
que não, acho que pra acabar ainda pode levar muito tempo.
É a mesma coisa com a fotografia
analógica, diminuiu, mas ainda tem muitos fotógrafos que fazem foto com filme,
muita gente do Rio e de São Paulo principalmente. Mas acabar, acho que não, mas
não posso também te responder com uma certeza, é uma incógnita.
Rodrigo Veloso – Você se lembra da
primeira vez que viu sua foto no jornal impresso? Qual foi a sensação?
Shirley Stolze – É uma sensação
fantástica, ver o seu nome nos créditos com a foto. Não tenho certeza, mas acho
que foi uma matéria com moradores de rua, era foto preto e branco ainda, foi
muito interessante, uma emoção muito grande, ver uma foto sua no jornal pela primeira
vez, sabia ali que estava no caminho certo e que queria aprender mais.
Eu tinha a certeza antes de começar
em jornal, que queria a linguagem da fotografia para expressar meus
sentimentos, tentar ajudar em alguma coisa, e quando você entra no jornal e vê
sua foto que está editada e com um texto, é fantástico.
Rodrigo Veloso – Como a reação dos
usuários influencia na produção de conteúdo de uma fotojornalista?
Shirley Stolze – As pessoas comentam
bastante, me perguntam como consegui fazer a foto, e etc. Tem uma foto antiga
que fiz, analógica, que foi muito comentada, não existia o digital ainda e
tenho inclusive o jornal impresso, mas ainda não digitalizei. Foi uma greve no
HGE, de todos os médicos, só quem não fazia a greve era o pessoal de plantão
que tinha que pegar as pessoas que chegavam na emergência.
Peguei essa pauta e fui logo para o
HGE, cedinho. Quando cheguei no HGE, na entrada que tem escrito “Emergência”,
na porta, bem em frente tinha um bode, naquela região tinha algumas pessoas que
criavam bodes, e por ali naquele momento passava um, justamente em frente da
placa “Emergência”. Fiz essa foto e deu o que falar.
Tem outras também, tem uma que fiz na
analógica também, era ACM visitando o Pelourinho, e um dos meninos que estavam
ali pegou nas “partes baixas” de ACM e apertou, e ele morreu de rir, deu aquela
risadinha de dor. Essa também foi muito falada, porque no outro dia foi foto da
capa do jornal, falando algo como: “O carinho das crianças no Pelourinho”.
Registrar a população carente também
causa muito impacto nas pessoas, e atualmente tem crescido as pessoas de rua,
nessa época da pandemia. Não tem espaço físico, por mais que o prefeito e o
governador consigam casas de apoio, tem ainda muita gente na rua, muita gente
que não quer sair da rua e é preocupante pra essas famílias, porque ficam muito
vulneráveis a pegar a doença, estamos passando por uma guerra.
As vezes muitas pessoas me ligam,
comentam, também os colegas de profissão, um comenta com o outro, dar apoio,
sempre damos opiniões e trocamos ideias.
Rodrigo Veloso - Quais os maiores
desafios para um fotojornalista dentro de uma redação e na rua?
Shirley Stolze – O jornal tem uma
adrenalina, que acho que todos nós gostamos da correia, de ser rápido. Tem que
ser atento pra fazer a foto e pra mandar. Está casa dia mais louco, porque está
sendo mais rápido.
E atualmente estamos passando por
essa fase crítica, que temos que ter muito, muito, muito mais atenção onde você
vai, onde você se desloca pra fazer a foto ou se vai entrar na casa de um
personagem pra fazer a foto, tendo que manter a distância, não tocar em nada,
usar álcool e gel sempre, a máscara não pode tirar, quando colocar só tirar
quando chegar em casa. Não bebo água, sinto sede e fome, e fico atenta pra não
tocar em nada, chegar em casa separo a minha roupa, o meu sapato fica do lado
de fora, não entra há muito tempo, três meses que os meus sapato estão fora da
minha casa e o banho muito mais demorado. A atenção aumentou muito, pra a gente
que está trabalhando nessa época do Covid-19, todo cuidado é muito pouco, até
com os colegas que encontramos na rua tem que ser a distância, precaução total.
As coisas ficam mais tensas, porque você tem que se precaver e pensar também no
outro, com quem você vai fotografar, com os colegas... é um vírus muito cruel,
a atenção aumentou muito, haja álcool, haja sabão e ter cuidado.
O fotojornalismo é isso, a gente não
pode nunca correr da raia, escolhemos essa opção e temos que trabalhar.
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Artigo Científico aborda o Twitter no jornalismo da era digital
Twitter uma ferramenta importante no Jornalismo
Diógenes Filipe
Faculdade Dois de Julho
Resumo
Este artigo descreve a relação do jornalismo
com a era digital, como o jornalista pode lidar e dominar as ferramentas das
redes sociais. O Twitter é a rede destacada como uma aliada do jornalismo na
interação com o público, através de Hashtags e Fleets, por exemplo, que em
tempos que as redes vão se transformando a todo instante se tornam grande aliada
que gera engajamento e ajuda o profissional enxergar uma nova função na área de
comunicação. Este artigo foi feito através de pesquisas, textos e vídeo com o
objetivo de mostrar ao profissional o largo campo da comunicação.
Palavras Chave: Redes Sociais, Transformação, Adaptação, Função,
Profissão
Introdução
A era digital causou transformações no
jornalismo, com chegadas de novas plataformas de redes sociais e novas visões
de investimento. Geralmente, o Twitter é associado como fonte de notícia quando
traz uma fala dita por algum representante, algum acontecimento no mundo,
celebridade e política. Com o Twitter, os jornalistas tem a chance de obter as
declarações de famosos e políticos e construir sua matéria sem ter que aguardar
entrevista coletiva, porém, não descarta de forma alguma o contato mais próximo
do entrevistado e a segurança da fonte.
Normalmente, grandes acontecimentos históricos chegam com mais peso e
força no Twitter, por conta de a notícia chegar mais rápida. Por mais que neste
sentido, o trabalho do jornalista na redação seja sentado em sua mesa
observando as notícias que saem na rede, o compromisso com a apuração da
notícia continua. Na rede social acontece o contato entre o informativo e a
opinião do senso comum. Dessa forma, o jornalista especializado tem a função de
enunciar, detalhar o fato e o acontecimento, apresentando-os de modo claro e
direto, com uma narrativa construída para se aproximar do público-alvo.
A
rede social é uma área que está em constante transformação. Todas as
plataformas dentro dessa rede são usadas para se comunicar de alguma forma,
seja do pessoal ou informativo. A ideia do Twitter é ser um aplicativo
instantâneo que seja atualizado a todo momento, visto que é um lugar onde as
pessoas se comunicam sobre assuntos do seu interesse. Para o jornalismo, essa
rede serve para a informação chegar mais rápida para os seguidores e serem
repassadas para outras comunidades dentro da rede. Nas redações, as páginas de
políticos e celebridades são monitoradas a todo momento para o trabalho de
checagem da informação. A ferramenta traz o desafio de na linguagem
jornalística, no sentido de a informação ser direta e descritiva em 280
caracteres e trazendo novas ideias de
engajamento com o público como, por exemplo, sinais, símbolos, ícones e emojis
como uma tradução de linguagem.
Hashtags
Saber
usar as hashtags pode gerar bons frutos. Categorizar assuntos e etiquetar temas
nos posts do Twitter é uma forma de colocar os posts em lugar de destaque,
estratégia bastante usada devido sua velocidade em descobrir tendências.
Com isso, o jornalista
terá que saber usar umas ferramentas importantes para lidar com as Hashtags. O
Trending Tops serve para encontrar assuntos que são tendências no Twitter. Já
o
Trendsmap mostra os assuntos mais comentados por meio da hashtags por região.
O
Rite Tag avalia as tendências das hashtags em tempo real e realiza sugestão
para os usuários. A #tagdef faz uma lista de hashtags mais relevantes e o
usuário pode ter acesso as tendências mais quentes do momento. A Hashtagfy
permite encontrar hashtags relacionadas a seu público de interesse e levanta
dados de “top influencers”. Há uma nova função no Twitter é o Fleets, uma ferramenta
que pode clarear novos caminho dentro da área para os profissionais. O Fleets é uma nova forma de interação, onde,
se compartilha ideia e opinião dando espaço para a carreira de Social Media, o
jornalista tem a função de alimentar conteúdos, analisar as tendências e fazer
ligação entre empresa e público, respondendo comentários, como dúvidas,
críticas e elogios. Uma carreira que exige atualização e capacitação do
profissional em lidar com as ferramentas dessas tecnologias.
Raquel Recuero
Na visão de Raquel
Recuero, Pesquisadora e autora do livro “Redes sociais na Internet”, um dos
grandes destaques da hashtag foi potenciada pelo Twitter “No caso específico do
Twitter, ela surgiu principalmente com a função contextual, de agregar
determinado tipo de conteúdo e possibilitar que o acesso à conversação. Mas
hoje tem inúmeras outras funções” a citação da pesquisadora reforça o sentido
de importância que a hashtag e a rede tem entre elas.
Conclusão
Através, desta pesquisa a conclusão que faço do
tema é que a área do jornalismo na era digital vai se transformando junto com
as novidades que se apresentam. O processo de checagem não mudou, o processo de
produção na reunião de pauta, roteiro, escolha do conteúdo, escolha de pauta.
Na produção que ocorre o levantamento do que se precisa, passando pela chefia
de redação, produção de pauta, seleção dos temas para saber os valores de
notícia principais e secundárias, reportagem, edição, noticiário. A
pós-produção na edição e montagem do conteúdo. A função do jornalista continua,
de questionar de tudo, principalmente, no ambiente de rede social, ter o
cuidado de saber apurar os fatos, obter todas as versões da história, entender
porque o político citou ou publicou alguma coisa em sua rede, se perguntar para
quem aquele político ou celebridade está publicando, para quem interessa, qual
o valor disso como notícia, qual a importância disso com checagem, o que tem de
verídico. O contato com a fonte não vai deixar de existir, a ferramenta
tecnológica só agrega na carreira jornalística.
Referencias
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Playlist - MC Poze do Rodo
*Play list Blog Observatório Cultural*
Cantora: Kell Smith
Música: Era uma vez
Cantor: Ed Sheeran
Música: Thinking Out Loud
Cantora: Ana Vilela
Música: Trem Bala
Cantora: Nelly
Música: Dilemma
Grupo: Melim
Música: Peça Felicidade
Playlist - Orochi
Veja mais
Ø Cantor: Orochi – Música Balão – Lançada no dia 25 de março de 2019. Faz parte do EP “Real Freestyle”. A música ganhou projeção imediata ao apresentar a prisão doraaper.
Ø Cantor: Jonhy MC – Música Negro – Pública no YouTube no dia 20 de novembro de 2019. O MC faz crítica direta a sociedade racista, com exemplos do garçom que foi morto pelo PM no RJ quando carregava um guarda-chuva e foi “confundido” por um fuzil.
Ø Cantor: Cesar MC – Música Quem Tem Boca Vaia Roma – Lançada na plataforma YouTube no dia 13 de junho de 2018, na realização Pineapple Supply e Brainstorm Studio, projeto aonde rappers deixam seus beats.
Entrevista com a jornalista Daniela Souza sobre a história da comunicação baiana
A jornalista e professora de Direito, é natural de São Paulo, e está em Salvador a mais de dez anos.
Ela conta um pouco de sua história em Salvador, como Professora de Direito em Faculdade, sua trajetória na rádio Educadora e sobre as mudanças na comunicação.
Este é um trabalho do estudante Alan Robert, para sua faculdade.
segue link abaixo, caso o vídeo apresente problemas:
https://www.youtube.com/watch?v=rdb1TwtrdJc&feature=youtu.be
segue link abaixo, caso o vídeo apresente problemas:
https://www.youtube.com/watch?v=rdb1TwtrdJc&feature=youtu.be
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